Ainda não havíamos encontrado com o paranormal Urandir Fernandes de Oliveira, quem iria nos preparar para a materialização da chamada pedrinha “discóide”, as horas corriam aceleradamente e já havíamos perdido a esperança do trabalho já que tínhamos que nos preparar para a viagem de volta, não havia dormido, incrivelmente não sentia nenhum cansaço, estava a mil, super-acelerado.
Exatamente às sete horas da manhã Nívea nos informou que o Urandir estava em um local da sede do Projeto Portal chamado de Cascalho, estavámos próximos, para lá nos dirigimos e mais uma vez um obstáculo se colocara entre a concretização daquela missão e nossa paciência, havia uma fila de pessoas que seriam atendidas por ele, ao invés de retornarmos ficamos ali na esperança tudo iria dar certo, de fato, tudo já estava determinado, o Urandir mandou nos chamar, surpresa, alegria, “será que ele sabia que estávamos ali?” Certamente, não tinha a menor dúvida, era a certeza de tudo estava conectado, não havia o acaso e sim uma sincronia em tudo, perfeito! Fomos para uma espécie de construção em formato de iglu, uma casa redonda, precisamente construída para suportar ventos fortes.
Primeiro foi o Kleber, cerca de dois minutos voltou com uma pedrinha discóide na mão, em seguida eu fui, pela primeira vez estava com o Ura, sentir como se estivesse reencontrando um velho amigo, não trocamos muitas palavras, apenas nos olhamos, não precisava falar nada, a interação era perfeita. Tocou os meus ombros e disse que precisava relaxar para a energia fluir, o dia já estava claro, colocou as palmas das minhas para cima e disse para imaginar a pedrinha caindo. Relaxei os ombros, meu chacra frontal pulsava, mantive os olhos abertos, queria ter certeza que a pedrinha cairia mesmo do nada em minhas mãos, o Ura estava com os olhos fechados, segurava um pouco acima dos meus pulsos, palmas para cima, desejei profundamente que aquilo ocorresse, de repente um barulho dentro da minha cabeça, vrrrrrrrrrrrrrr! Ploft! Vi quando a pedrinha caiu em uma das minhas mãos, não conseguir segurar, quicou no chão e ficou a poucos metros dos meus pés, peguei-a, coloquei na palma da mão, tinha um formato discóide perfeito, fantástico!
Olhei para O Ura, olhei para pedrinha, “muito bem, parabéns!”, disse ele, respondi, “grato”, fiz uma reverência de gratidão, como os orientais o fazem, não sei porque o fiz, foi tudo muito rápido, sair com a pedrinha na mão, por dentro era só alegria, realmente tudo seguia uma sincronia, era real, estava apenas começando uma jornada gigantesca (parafraseando o Urandir), onde cada passo desmontava mais e mais meus velhos paradigmas, começava a despertar.
Para que servia aquela pedrinha? Ficamos sabendo, continha nossa essência energética, nos protegeria e nos conectaria com os seres, é uma antena. Facilita, portanto, a interação com eles, estava tudo mais claro agora, entendi o porquê da nossa ida a Boa Sorte, estavámos sendo preparados para viver outras experiências, muita coisa ainda estava por acontecer, era apenas o começo, o futuro nos reservaria muitas e muitas surpresas e testes, porém, tudo ao seu tempo, um passo de cada vez... Durante o voo a Brasília olhava para a imensidão azul da albóboda celeste, meus pensamentos voavam junto com a aeronave.
Continua...






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deobarros, Posté le jeudi 16 avril 2009 21:04
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