Na lista me apresentei e disse que residia no Distrito Federal e logo conheci três pessoas que participam do Projeto e que também residiam no Distrito Federal, um casal simpático que logo nos tornamos amigos, Zulmar e Sandra e um jovem muito metódico e inteligente, Mauricio, mas que tempos depois se mudou para Campo Grande. Fizemos alguns encontros com o grupo Estrela Guia e esses novos companheiros nos contaram muito sobre suas experiências, assim trocamos algumas informações e logo estávamos com uma viagem agendada para a sede do Projeto Portal em Mato Grosso do Sul, precisamente em um lugar denominado Fazenda Boa Sorte, município de Corguinhos-MS.
A nossa intuição estava alerta e logo recebemos novas informações claras sobre o objetivo da viagem, diziam que deveríamos procurar na região uma caverna de origem vulcânica e permanecer dentro dela por nove minutos. Existiria caverna naquela região? Qual seria o objetivo daquele “trabalho”? Porque nove minutos? Perguntávamos sem resposta naquele momento, somente fomos saciados em nossas interrogações quando já estávamos na Fazenda Boa Sorte. Outra parte da “missão” seria trazer uma pequena pedra, não sabíamos o porquê nem para quer serviria a “pedrinha”, mas o destino nos reservava muitas surpresas e que surpresas, a boa sorte não era somente uma denominação geográfica era uma realidade que agora vivíamos nesse momento tão familiar.
Estava tudo correndo as mil maravilhas para aquela viagem, nossos amigos de Brasília também iriam conosco, estávamos tranqüilos com isso, fomos em vôos diferentes e nos encontraríamos em São Paulo rumo à Campo Grande, subitamente tivemos o nosso primeiro teste, o casal de amigos perderam o vôo em São Paulo e por isso retornaram para o DF, estávamos sozinhos agora rumando para um lugar totalmente desconhecido, mas logo descobrimos que não estávamos tão sozinhos e muito menos rumando para um lugar desconhecido, nos sentimos em casa assim que chegamos e cercados por pessoas tão familiares, porque nos sentíamos assim?
Gostaria de esclarecer ao leitor que naquela viagem foram somente dois membros do grupo Estrela Guia, eu e o Kleber. Chegamos à fazenda em uma tarde muito linda, um morro à frente com uma espécie de platô acima, linda vista aquela, era abril de 2005. Um senhor, que mais tarde nós ficaríamos sabendo chamar-se Odir, parecia está nos aguardando, olhava para a nossa aura, e depois nos disse, já estão vindo preparados pelos “seres”, apenas nos olhamos e ficamos em silêncio, aquilo era um sinal de que estávamos no lugar certo.
Outros Pequenos sinais foram nos levando às pessoas certas, uma delas nos indicaria onde ficava a caverna de origem vulcânica, chama-se Nívea, morava à época no Espírito Santo e é membro associada do Projeto Portal. Com uma força incrível foi ela quem nos guiou por aqueles lugares de difícil acesso, fomos caminhando pela margens de um córrego até chegar a caverna, denominada de “bat-caverna” devido aos seus habitantes mamíferos alados de hábitos noturnos, os morcegos.
Chegamos à bat-caverna, e agora o que aconteceria? Ficamos os nove minutos ali conforme a instrução que havíamos recebido, os morcegos davam rasantes em nossas cabeças desafiando a nossa coragem e a concentração. Findado o tempo, sentia um zumbido estranho nos ouvidos, o que seria aquilo, apenas cansaço? Minha cabeça parecia estranhamente leve, o retorno à fazenda, cerca de uns 40 minutos naquela paisagem mista de cerrado e floresta amazônica, foi em total silêncio quebrado apenas pelos sons da natureza, exceto internamente, pelo menos da minha parte, meus pensamentos simplesmente fervilhavam, o sol dava os seus últimos suspiros atrás da extensa camada verde cercadas de montanhas.
Quero fazer dois parêntesis aqui, o primeiro para falar que a impressão que tive, em particular, do Projeto Portal, foi altamente positiva, sempre seguir os meus saberes internos e nunca acreditei em tudo que lia, gostava de ser um produtor de conhecimento ao invés de consumidor, por isso me tornei um pesquisador, esses dados “brutos” que recebia me davam pistas sutis que estava diante de algo maior que ainda não podia processar nos meus limitados canais, também sentia ter encontrado “minha turma”, ou seja, aquela solidão inicial chegara ao fim, encontrara pessoas sérias de todos os níveis, social, intelectual e idades, com conhecimentos e experiências variados, mas com um só objetivo, a pesquisa ufológica.
O que mais me impressionou foram as pessoas mais velhas, que demonstravam um vigor físico fora do comum, inobstante aqueles obstáculos naturais em que todo lugar de natureza virgem impunha, como era aquele: morros, pedras, galhos, espinhos, insetos, calor durante o dia e frio a noite entre outros. E Também pela falta de “conforto” material, ali não era nenhum hotel cinco estrelas e muito menos um lugar para “descansar”, definitivamente estávamos ali para “ralar” como se dizia na época do quartel. E Como um bom soldado que fui não me impressionei em nada com todas essas intempéries, o objetivo era maior que o sacrifício.
Bem, agora que concluímos a primeira fase da missão, restava a pedrinha, onde a encontraríamos, no chão? Novamente nossa amiga Nívea foi quem indicou o caminho, disse ela, que aquela pedrinha deveria ser materializada – como é...? Materializada? – sim era para ser atraída pela nossa vontade e ela cairia na nossa mão, nessa altura do campeonato já havia domado minha mente “Padre Quevedo” aquele lado que diz, “isso non Ecziste!”, refutava esses pensamentos a todo momento, não duvidava mais de nada, estava aberto ao novo e ao desconhecido, queria testar tudo, se fosse bom fazia parte da minha biblioteca natural se não fosse, descartaria simplesmente.
Continua.....






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Eliana , Posté le jeudi 29 octobre 2009 14:14
Estou interessada em ir até a fazenda para ver como é. Tem alguma dica da viagem.
Estou vendo voo e depois de Campo Grande não sei como chego em Corguinho e na fazenda Boa Sorte.
Me passe as dicas.
Eliana